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Porque existem anos bissextos (com 366 dias)?

Se a Terra leva um ano para completar uma volta em torno do Sol, porque razão temos anos bissextos?

É uma pergunta legítima que vamos tentar ajudar a responder. Sabemos que um ano é o tempo que a Terra leva para cumprir uma órbita à volta do Sol. O dia resulta do movimento de rotação da terra em volta do seu eixo entre as 24 horas de um dia e as 24 do dia seguinte. Mas não há nada que diga que a Terra tenha que girar à volta do eixo um número exato de vezes durante o tempo que leva a completar uma órbita à volta do Sol (movimento de translação).

Na verdade o ano da Terra tem a duração de 365 dias e um quarto. Isso significa que, tendo iniciado o seu movimento orbital num determinado ponto do espaço e no dia 1 de Janeiro, trezentos e sessenta e cinco dias depois (aquilo a que chamamos um ano, de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro) a Terra ainda não regressou ao ponto de partida. Dois anos depois, o atraso já duplicou e passou três anos triplicou. Ao fim de quatro anos, a Terra teria de andar mais quatro quartos de dia para recuperar a diferença. Porém, quatro quartos de um dia são, de facto, um dia completo.

Na verdade o ano da Terra tem a duração de 365 dias e um quarto.

É nesta altura que se recorre a um truque habilidoso: cada quatro anos anunciamos que o ano tem um dia extra, ou seja, 366 em vez de 365. Durante esse dia extra, a Terra recupera o atraso. No dia 1 de janeiro seguinte, já pode começar o ano novo do ponto de partida inicial da sua órbita.

O referido dia extra é colocado no fim de fevereiro que, assim, de quatro em quatro anos passa a ter 29 dias (não nos perguntem porquê, poderia ter sido escolhido outro mês qualquer e haver o 32 de dezembro, por exemplo).

Sem os anos bissextos, como lhes chamamos, o calendário iria gradualmente adulterar-se. O Inverno acabaria por chegar em julho e o Verão no Natal.

Anos bissextos de 100 em 100 anos? E de 400 em 400?

Mas na verdade, isto não acaba aqui. A Terra não cumpre a sua órbita exatamente em 365 dias e um quarto. É um pouco menos do que isso. Assim, mesmo após um ano bissexto, a Terra não volta para onde deveria estar. Fica um tudo nada à frente. Assim, para se resolver essa questão, em cada cem anos (os que acabam com dois zeros como 1800 ou 1900), em vez de um ano bissexto de 366 dias, há um ano normal de 365 dias.

Mas as coisas não ficam ainda por aqui. Essa redução de um dia em cada cem anos ainda deixa a Terra um nadinha fora do ponto onde deveria estar. Assim, para se repor a sua posição, em cada quatrocentos ano (como aconteceu no ano 2000), em vez de haver um ano normal, ocorre um ano bissexto.

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